Veja como você pode tirar lembranças ruins da cabeça

Mude o contexto das memórias e veja se ajuda.

Não foi capaz de lutar contra as más lembranças? Talvez sua abordagem esteja errada. (Foto: Thinkstock)Não foi capaz de lutar contra as más lembranças? Talvez sua abordagem esteja errada. (Foto: Thinkstock)

É possível esquecermos intencionalmente as experiências passadas, mudando a forma como pensamos sobre o contexto dessas memórias, diz um estudo.

As descobertas têm uma gama de aplicações potenciais centradas no aprimoramento de memórias desejadas, como o desenvolvimento de novas ferramentas educacionais ou diminuição de memórias prejudiciais, incluindo tratamentos para transtorno de estresse pós-traumático.



Os teóricos da memória sabem há muito tempo que usamos o contexto - ou a situação em que estamos, incluindo imagens, sons, cheiros, onde estamos, com quem estamos - para organizar e recuperar nossas memórias.



Mas este estudo queria explorar se e como as pessoas podem esquecer intencionalmente experiências anteriores.

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Os pesquisadores mostraram aos participantes imagens de cenas externas, como florestas, montanhas e praias, enquanto estudavam duas listas de palavras aleatórias.



Os participantes do estudo foram instruídos a esquecer ou lembrar as palavras aleatórias apresentadas a eles intercaladas entre as imagens da cena.

Usamos fMRI (imagem de ressonância magnética funcional) para rastrear o quanto as pessoas estavam pensando em coisas relacionadas à cena a cada momento durante nosso experimento. Isso nos permitiu rastrear, momento a momento, como essas representações de cena ou contexto desapareciam dos pensamentos das pessoas ao longo do tempo, disse o autor principal do estudo Jeremy Manning, professor assistente do Dartmouth College em New Hampshire, EUA.

Logo depois que foram instruídos a esquecer, o fMRI mostrou que eles eliminaram a atividade relacionada à cena de seus cérebros.



É como empurrar intencionalmente os pensamentos sobre a comida da sua avó para fora da sua mente, se você não quiser pensar na sua avó naquele momento, disse Manning.

Fomos capazes de medir e quantificar fisicamente esse processo usando dados do cérebro, observou Manning.

Mas quando os pesquisadores disseram aos participantes para se lembrarem da lista estudada em vez de esquecê-la, esse esvaziamento dos pensamentos relacionados à cena não ocorreu.



Além disso, a quantidade de pensamentos relacionados à cena que as pessoas expuseram previu quantas palavras estudadas elas se lembrariam mais tarde, o que mostra que o processo é eficaz para facilitar o esquecimento.

O estudo foi publicado na revista Psychonomic Bulletin and Review.

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