Livro de histórias com até 140 caracteres

Tales of Tweet, publicado pela HarperCollins India, é um micro-livro repleto de tuítes de escritores lendários como Salman Rushdie e Atwood como histórias.

Tales on Tweet, Tales on Tweet Harper Collins Harper Collins, HarperCollins India, Twitter, Terribly Tiny Tales, Harper Collins Manoj pandey, Salman Rushdie, Margaret Atwood, Jeet ThayilA HarperCollins India publicou um livro exclusivo de Manoj Pandey chamado Tales on Tweet. (Fonte: HarperCollins)

Quando o escritor e ilustrador Manoj Pandey começou a marcar seus autores favoritos como Salman Rushdie, Margaret Atwood e Teju Cole em busca de feeds para seus tweets, ele mal sabia que suas respostas seriam micro-histórias em si mesmas.
Pandey tuitou uma história. Depois, mais um pouco. E outros começaram a tweetar contos de volta para ele: Atwood e Kabir Bedi com contos de morte, Rushdie e Jeet Thayil com seu humor negro, Cole meditando sobre a solidão, Shashi Tharoor na Índia, Prajwal Parajuly na literatura ... Foi um momento literário desse tipo. : espontâneo, mutável, tangencial e então, assim como o próprio Twitter, surpreendentemente comovente em explosões e flashes.
Mas foi quando essas histórias se juntaram às imagens fantasmagóricas de Yuko Shimizu que um livro intitulado Tales on Tweet saiu do vórtice rolável de uma página da web e entrou na intimidade tátil da experiência de leitura.
Esses contos, com não mais de 140 caracteres, exploram o potencial dramático da brevidade por meio de micronarrativas que
construa mundos, derrube-os, ria da morte, pranteie a lua.
Tales on Tweet, publicado pela HarperCollins India em tamanho ‘micro’, tem 98 micro-histórias.
Aqui está Rushdie: ela morreu. Ele a seguiu para o submundo. Ela se recusou a voltar, preferindo Hades. Era um
longo caminho a percorrer para ser despejado.
Noite de novo? / Esses pontos piscando em nossas máquinas / Uma tribo de vagalumes órfãos / 'Estou aqui' / 'Estou aqui' / 'Estou aqui' twitta Cole.
A história de Atwood continua assim: pegada vermelha, pegada branca. Um machado na neve. Mas ninguém. Um grande pássaro estava envolvido? Ele coçou a cabeça e fez anotações.
Tales on Tweet, diz Pandey, começou com ambições quiméricas de inculcar um estilo de escrita da laia de Oscar Wilde, no verão de 2011.
Naquela época, eu já estava mexendo no Twitter e usando-o como um diário do tamanho de um byte para avaliar se o que eu escrevia tinha algum mérito. Meus contos careciam de detalhes, personagens e a essência geral de uma história. Em vez disso, eram frases vigorosas elaboradas para revelar um detalhe pungente. Mas, para mim, o experimento trouxe a satisfação de um epigrama e toda a ambigüidade que é verdadeira em todo tipo de narrativa, diz ele.